Lei Ordinária nº 1.997, de 15 de setembro de 2009

Identificação Básica

Norma Jurídica

Lei Ordinária

1.997

2009

15 de Setembro de 2009

DISPÕE SOBRE A CRIAÇÃO DO CONSELHO MUNICIPAL DE ACOMPANHAMENTO E CONTROLE SOCIAL DO FUNDO DE MANUTENÇÃO E DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA E DE VALORIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO, DENOMINADO CACS/FUNDEB, NO ÂMBITO DO MUNICÍPIO DE GUARUJÁ DO SUL.

a A
DISPÕE SOBRE A CRIAÇÃO DO CONSELHO MUNICIPAL DE ACOMPANHAMENTO E CONTROLE SOCIAL DO FUNDO DE MANUTENÇÃO E DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA E DE VALORIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO, DENOMINADO CACS/FUNDEB, NO ÂMBITO DO MUNICÍPIO DE GUARUJÁ DO SUL.
    Celso Natalino Taube, Prefeito Municipal de Guarujá do Sul, Estado de Santa Catarina, no uso de suas atribuições que lhe são conferidas, Torno Público a todos os habitantes deste Município que a Câmara Municipal de Vereadores votou, aprovou e EU sanciono e promulgo a seguinte Lei:
      CAPÍTULO I
      DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
        Art. 1º. 
        Fica criado o Conselho Municipal de Acompanhamento e Controle Social do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, denominado CACS/FUNDEB, no âmbito do Município de Guarujá do Sul, Estado de Santa Catarina.
          CAPÍTULO II
          DA COMPOSIÇÃO
            Art. 2º. 
            O Conselho a que se refere o art. 1º é constituído por 09(nove) membros titulares, acompanhados de seus respectivos suplentes, conforme representação e indicação a seguir discriminados:
              I – 
              02 (dois) representantes do Poder Executivo Municipal sendo:
                a) 
                01 (um) da Secretaria Municipal de Educação;
                  b) 
                  01 (um) representante da Secretaria Municipal de Administração e Fazenda.
                    II – 
                    01 (um) representante dos professores das escolas públicas municipais;
                      III – 
                      01 (um) representante dos diretores das escolas públicas municipais;
                        IV – 
                        01 (um) representante dos servidores técnico-administrativos das escolas públicas municipais;
                          V – 
                          02 (dois) representantes dos pais de alunos das escolas públicas municipais;
                            VI – 
                            02 (dois) representantes dos estudantes da educação básica pública;
                              VII – 
                              01 (um) representante do Conselho Tutelar;
                                VIII – 
                                01 (um) representante do Conselho Municipal de Educação.
                                  § 1º 
                                  Os membros que tratam os incisos II, III, IV, V e VI deste artigo serão indicados pelas respectivas representações, após processo eletivo organizado para escolha dos indicados, pelos respectivos pares.
                                    § 2º 
                                    A indicação referida no art. 1º, caput, deverá ocorrer em até vinte dias antes do término do mandato dos Conselheiros anteriores, para a nomeação dos conselheiros.
                                      § 3º 
                                      Os conselheiros de que trata o caput deste artigo deverão guardar vínculo formal com os segmentos que representam, devendo esta condição constituir-se como pré-requisitos à participação no processo eletivo previsto no § 1º.
                                        § 4º 
                                        Os representantes, titular e suplente, dos diretores das escolas públicas municipais deverão ser diretores eleitos por suas respectivas comunidades escolares.
                                          § 5º 
                                          São impedidos de integrar o Conselho do FUNDEB;
                                            I – 
                                            cônjuge e parentes consanguíneos ou afins, até terceiro grau, do Prefeito e do Vice-Prefeito, e dos Secretários Municipais;
                                              II – 
                                              tesoureiro, contador ou funcionário de empresa de assessoria ou consultoria que prestem serviços relacionados à administração ou controle interno dos recursos do Fundo, bem como cônjuges, parentes consanguíneos ou afins, até terceiro grau, desses profissionais;
                                                III – 
                                                estudantes que não sejam emancipados; e
                                                  IV – 
                                                  pais de alunos que:
                                                    a) 
                                                    exerçam cargos ou funções públicas de livre nomeação e exoneração no Âmbito do Poder Executivo Municipal; ou
                                                      b) 
                                                      prestem serviços terceirizados, ao Poder Executivo Municipal.
                                                        Art. 3º. 
                                                        O suplente substituirá o titular do Conselho do FUNDEB nos casos de afastamentos temporários ou eventuais deste, e assumirá sua vaga nas hipóteses de afastamento definitivo decorrente de:
                                                          I – 
                                                          desligamento por motivos particulares;
                                                            II – 
                                                            rompimento do vínculo de que trata o § 3º , do art. 2º, e
                                                              III – 
                                                              situação de impedimento previsto no § 5º, incorrida pelo titular no decorrer de seu mandato.
                                                                § 1º 
                                                                Na hipótese em que o suplente incorrer na situação de afastamento definitivo descrito no art. 3º, o estabelecimento ou segmento responsável pela indicação deverá indicar novo suplente.
                                                                  § 2º 
                                                                  Na hipótese em que o titular e o suplente incorram simultaneamente na situação de afastamento definitivo descrita no art. 3º, a instituição ou segmento responsável pela indicação deverá indicar novo titular e novo suplente para o Conselho do FUNDEB.
                                                                    Art. 4º. 
                                                                    O mandato dos membros do Conselho será de 2 (dois) anos, permitida uma única recondução para o mandato subsequente por apenas uma vez.
                                                                      CAPÍTULO III
                                                                      DAS COMPETÊNCIAS DO CONSELHO DO FUNDEB
                                                                        Art. 5º. 
                                                                        Compete ao Conselho do FUNDEB:
                                                                          I – 
                                                                          acompanhar e controlar a repartição, transferência e aplicação dos recursos do Fundo;
                                                                            II – 
                                                                            supervisionar a realização do Censo Escolar e a elaboração da proposta orçamentária anual do Poder Executivo Municipal, com o objetivo de concorrer para o regular e tempestivo tratamento e encaminhamento dos dados estatísticos e financeiros que alicerçam a operacionalização do FUNDEB;
                                                                              III – 
                                                                              examinar os registros contábeis e demonstrativos gerenciais mensais e atualizados relativos aos recursos repassados ou retidos à conta do Fundo;
                                                                                IV – 
                                                                                emitir parecer sobre as prestações de contas dos recursos do Fundo, que deverão ser disponibilizados mensalmente pelo Poder Executivo Municipal; e
                                                                                  V – 
                                                                                  outras atribuições que legislação específica eventualmente estabeleça;
                                                                                    Parágrafo único  
                                                                                    O parecer de que trata o inciso IV deste artigo deverá ser apresentado ao Poder Executivo Municipal em até trinta dias antes do vencimento do prazo para a apresentação da prestação de contas junto ao Tribunal de Contas dos Municípios.
                                                                                      CAPÍTULO IV
                                                                                      DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
                                                                                        Art. 6º. 
                                                                                        O CACS/FUNDEB Municipal terá um Presidente e um Vice-Presidente, que serão eleitos pelos conselheiros.
                                                                                          Parágrafo único  
                                                                                          Está impedido de ocupar a Presidência o conselheiro designado nos termos do inciso I do art. 2º desta Lei.
                                                                                            Art. 7º. 
                                                                                            Na hipótese em que o membro que ocupa a função de Presidente do Conselho do Fundeb incorrer na situação de afastamento definitivo prevista no art. 3º, a Presidência será ocupada pelo Vice-Presidente.
                                                                                              Art. 8º. 
                                                                                              As reuniões Ordinárias do Conselho do Fundeb serão realizadas mensalmente, com a presença da maioria de seus membros, e, extraordinariamente, quando convocados pelo Presidente ou mediante solicitação por escrito de pelo menos um terço dos membros efetivos.
                                                                                                Parágrafo único  
                                                                                                As deliberações serão tomadas pela maioria dos membros presentes, cabendo ao Presidente o voto de qualidade, nos casos em que o julgamento depender de desempate.
                                                                                                  Art. 9º. 
                                                                                                  O Conselho do FUNDEB atuará com autonomia em suas decisões, sem vinculação ou subordinação institucional aos Poderes Executivo e Legislativo Municipal.
                                                                                                    Art. 10. 
                                                                                                    A atuação dos membros do Conselho do FUNDEB:
                                                                                                      I – 
                                                                                                      não será remunerada;
                                                                                                        II – 
                                                                                                        é considerada atividade de relevante interesse social;
                                                                                                          III – 
                                                                                                          assegura isenção da obrigatoriedade de testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas em razão do exercício de suas atividades de conselheiro, e sobre as pessoas que lhes confiarem ou deles receberem informações; e
                                                                                                            IV – 
                                                                                                            veda, quando os conselheiros forem representantes de professores e diretores ou de servidores das escolas públicas, no curso do mandato;
                                                                                                              a) 
                                                                                                              exoneração de ofício ou demissão do cargo ou emprego sem justa causa, ou transferência involuntária do estabelecimento de ensino em que atuam;
                                                                                                                b) 
                                                                                                                atribuição de falta injustificada ao serviço, em função das atividades do conselho; e
                                                                                                                  c) 
                                                                                                                  afastamento involuntário e injustificado da condição de conselheiro antes do término do mandato para o qual tenha sido designado.
                                                                                                                    Art. 11. 
                                                                                                                    O Conselho do FUNDEB não contará com estrutura administrativa própria, devendo o Município garantir infraestrutura e condições materiais adequadas à execução plena das competências do Conselho e oferecer ao Ministério da Educação os dados cadastrais relativos a sua criação e composição.
                                                                                                                      Art. 12. 
                                                                                                                      O Conselho do FUNDEB poderá, sempre que julgar conveniente:
                                                                                                                        I – 
                                                                                                                        apresentar, ao Poder Legislativo local e aos órgãos de controle interno e externo manifestação formal acerca dos registros contábeis e dos demonstrativos gerenciais do Fundo; e
                                                                                                                          II – 
                                                                                                                          por decisão da maioria de seus membros, convocar o Secretário Municipal de Educação, ou servidor equivalente, para prestar esclarecimentos acerca do fluxo de recurso e a execução das despesas do Fundo, devendo a autoridade convocada apresentar-se em prazo não superior a trinta dias.
                                                                                                                            Art. 13. 
                                                                                                                            Durante o prazo previsto no § 2º do art. 2º, os novos membros deverão se reunir com os membros do Conselho do FUNDEB, cujo mandato está se encerrando, para transferência de documentos e informações de interesse do Conselho.
                                                                                                                              Art. 14. 
                                                                                                                              Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
                                                                                                                                Art. 15. 
                                                                                                                                Fica revogada a Lei Municipal nº 1.341/97, datada de 06 de novembro de 1997, criação do Conselho do FUNDEF, e a Lei nº 1.434/99 que lhe dá alterações.

                                                                                                                                  GABINETE DO PREFEITO MUNICIPAL DE GUARUJÁ DO SUL, SC, em 15 de setembro de 2009, 58º ano da Fundação e 47º ano da Instalação.


                                                                                                                                  Celso Natalino Taube,
                                                                                                                                  Prefeito Municipal
                                                                                                                                   
                                                                                                                                   
                                                                                                                                  - Certifico que a presente Lei foi publicada e registrada nesta Secretaria em data supra.
                                                                                                                                   
                                                                                                                                   
                                                                                                                                  José Viro Waschburger 
                                                                                                                                  Secretário Administração e Fazenda

                                                                                                                                    Este texto não substitui o original.